Transporte - 15/03/2010

Carros devem deixar de ter prioridade, defendem especialistas na CICI2010

Mais investimentos no transporte público e ciclovias no lugar de grandes avenidas é o que propõem especialistas no painel sobre Transporte Sustentável

As cidades foram feitas para o convívio   social e devem priorizar parques, árvores, ciclovias e infraestrutura para o lazer, reduzindo o espaço viário, aumentando calçadas e transformando as avenidas. A afirmação polêmica é do diretor da Clinton Foundation, Adalberto Maluf. Ele participou no último sábado (13) do painel "Inovação para o Transporte Sustentável", durante a CICI2010 - Conferência Internacional das Cidades Inovadoras, realizada pelo Sistema Fiep.  Na mesma linha, o diretor nacional do Centro de Transporte Sustentável (CTS Brasil), Luiz Antonio Lindau abriu sua intervenção, com um questionamento: "Queremos mover gente ou veículos?" Lindau defende que os carros devem deixar de ter prioridade: "deve haver uma mudança cultural. Os carros não contribuem para a saúde da população e fazem mal para as cidades. Tempo é dinheiro e horas perdidas no trânsito geram um impacto negativo nas cidades, causando uma perda de competitividade e estagnação econômica", afirmou.

Para Maluf, o grande desafio da atualidade é a mobilidade urbana nas cidades. "A tendência é a situação piorar. O PIB do Brasil cresce 5%, o país será a 5ª economia do mundo em pouco tempo e as pessoas vão comprar mais carros e vão se locomover mais", prevê o diretor da Clinton Foundation. Segundo ele, para as cidades conseguirem atrair os grandes cérebros e as pessoas que gerarão tecnologias e serviços neste novo mundo terão que ser cidades dinâmicas. "As cidades que não se adequarem a esses novos tempos vão continuar perdendo empresas, pessoas e investimentos", alertou.  

Transporte público - Luiz Lindau citou o exemplo de cidades com visão de futuro, como Bogotá, Paris, Londres, Cidade do México e Curitiba. "São cidades que estão investindo na melhoria do transporte público e estimulando os veículos não motorizados. Algumas delas por meio de medidas como a taxação do congestionamento - que já ocorre em Londres e Estocolmo; a utilização do biocombustível e a implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transport), a exemplo de Curitiba.

Gilles Vesco, representante da empresa que gerencia o sistema de transporte de Lyon (França) contou que a cidade tem por objetivo passar o maior número de pessoas dos veículos privados para o transporte público com emissão zero de carbono. "73% do sistema é movido à energia elétrica", disse. Segundo ele, a cidade dispõe de metrôs, ônibus, bondes, trolleybus e oferece um sistema de rádio com informações 24 horas de todos os modais para os usuários. "Fizemos de tudo para ter uma cidade mais agradável e uma abordagem mais humana. Estamos conseguindo", encerrou Vesco.

O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Cléver de Almeida, traçou um panorama da evolução do sistema de transporte público de Curitiba, o que está sendo feito e o planejamento futuro. "Em Curitiba,  45% das pessoas que se deslocam todos os dias o fazem através do transporte público, 22% de automóvel, 20% a pé e 5% de bicicleta", informou. Segundo Almeida, a prioridade agora é estimular ainda mais o uso da bicicleta e a caminhada. Estão previstas também ações para o aumento da capacidade do sistema de transporte, implantação de uma linha de metrô e da linha verde - sexto eixo de transporte. "A opção de Curitiba é pelas pessoas, pelos pedestres, pelos ciclistas e pelo transporte público", ressaltou o presidente do Ippuc.

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por Carlos Vianna - 28/03/2010 03:05:05 - Comentar

Bem, a pouco tempo li uma matéria que dizia que o Japão já é o TOP do mundo na produção de carros híbridos e que somente daqui a pelo menos 15 anos esta tecnologia chegará ao Brasil e começará a se desenvolver... brincadeira né?! Será que em 2025 a nossa camada de ozônio ainda existirá? Será que eles pensam que a nossa camada de ozônio pode esperar mais um pouco? Porque os governantes mundiais não entram em um acordo para reduzir impostos e taxas para fabricação e ou importação de produtos ecologicamente corretos? Os benefícios seriam inúmeros... enquanto isto, aqui em terra brasilis,temos que nos conformar com soluções paleativas...contudo, concordo com ciclovias, caminhadas, bicicletas, etc, é claro que contribui e muito com nossa saúde, todavia se faz necessário uma visão mais ampla sobre a saúde mundial. Carlos Vianna - Diretor Comercial http://www.autopecasrj.com http://autopecasrj.wordpress.com


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